São Paulo: A cidade das surpresas


Olá meus queridos!

Andei sumida, eu sei. Quero pedir desculpas. Depois que voltei de viagem, passei pelo ritual preguiçoso de desfazer malas (e não eram poucas!). Ao chegar em São Paulo, precisei dar uma geral nos meus computadores que me pareciam meio "Lentiuns". Pois foi aí que a história começou.
Eu e um querido amigo (também meu técnico de informática nas horas vagas) fomos até a Santa Efigênia (se você não é de SP, é o oásis de quem procura componentes eletrônicos).

Horas e horas de peregrinação à procura de mais memória (para os computadores!), processadores novos, placas aceleradoras de vídeo, etc, etc, etc sob um sol fortíssimo nos deixou com fome, óbvio. Mesmo assim (com fome), fomos até a Av. São João. Próxima parada: os sebos de frente à Galeria Olido (que aliás, está restaurada, um loosho!). Voltamos carregados de VHSs, diversos títulos na baciada a 0,99 a unidade (dentre os que comprei, "Quatro Casamentos e Um Funeral" - com Hugh Grant e Andie McDowell -, "Desafio no Bronx" - com Robert DeNiro e "Vem Dançar Comigo" - com um rapaz australiano horroroso chamado Paul Mercúrio. Não confundir com "Dança Comigo" que tem Richard Gere e a sofrível aspirante a atriz Jennifer Lopez).

Depois das compras nos sebo, olhamos ao redor e nada além de muita sujeira nos esperava nos botequins do centro. A Salmonella à solta! Pensamos no Bar Brahma (na esquina da Av. Ipiranga com a Av. São João), mas naquele momento nada acontecia no meu coração, como nos versos de Caetano Veloso. A fome aumentava e arriscamos alguns passos rumo à região das primeiras compras (Santa Efigênia).

Entramos na Rua Conselheiro Nébias. Comércio fechando, travecos siliconados (com rostos masculinos) e "nóias" (drogados viciados em crack) apareciam no horizonte. Foi quando na esquina dessa rua com a Rua Aurora, avistamos o que parecia ser uma padaria. Confesso que com a fome que eu estava, até um Sonho de Valsa me saciaria (mentira!).

Lugar sem placa de identificação (conseqüência da Lei Cidade Limpa, do prefeito Gilberto Kassab), descobri que se tratava de uma certa Casa Aurora, conforme inscrição nos aventais dos funcionários (não sei se é do mesmo grupo da enoteca homônima do Itaim Bibi, hein?). De um lado do salão, um empório (para atender a demanda de alguns poucos velhinhos que sobreviveram ao crescimento da metrópole e continuaram morando em Campos Elíseos - que no início do século XX era a versão brasileira de Champs Elisées), de outro, mesas. Contei 5 ocupadas. Ao fundo, num anexo, um forno de pizza em forma de iglu. Pizzas saindo, uma atrás da outra.

Sentei-me diante do balcão imaginando que encontraria o típico: coxinha, misto quente... que nada! Na estufa repousavam algumas pizzas, vendidas por pedaço. Mas nem dava tempo de repousarem, já que desapareciam de repente.

Pedi um pedaço de Margherita. E foi então que entendi porque as pizzas eram feitas uma atrás da outra, e porque os pedaços eram vendidos tão rápido. Que de-lí-cia! Só de lembrar, sinto água na boca. Vi pizzas de Escarola, Palmito, Atum, Aliche, etc, etc, etc... Eu e meu amigo nerd nos saciamos com 2 pedaços e uma lata de Coca-Cola cada um e a conta total não passou dos R$ 19,00.
Se você está pensando em ir até lá para tirar a prova dos nove, escolha uma companhia, vá vestida como se fosse até a padaria da sua rua, sem bolsa e acompanhada. Por volta das 18h no horário de verão o dia ainda está claro e o movimento é menor. Ao sair de lá, se tiver amos à vida, não siga em direção à Estação da Luz à Estação Julio Prestes (onde tem a lindíssima Sala São Paulo), pois lá é a região conhecida como Cracolândia (o nome diz tudo). Volte para a região da Av. Ipiranga, rumo à estação do metrô, já que mulher dirigindo sozinha nessa região é uma isca e tanto para os mal-intencionados!

Bom apetite!

3 comentários:

Nana disse...

Sim, conheço bem ali viu, aonde todos os maridos e os nerd´s vão comprar as coisas para os computadores e coisinhas a mais. hehe
Agora a padaria nem reconheço.
Bem,centro eu conheço bem até, já que vivo a 5 anos aqui e não troco por nada amiga, tudo pertinho. Ok, estou longe das bocas kkk então não tenho que reclamar mesmo.
bjs

Magia na Cozinha disse...

Um pedacinho, please!!
Bjs :)

Cláudia M. disse...

Olá Josy
A propósito do acordo ortográfico, eu tb sou contra! Não sei mto bem quais as v/ alterações, mas eu recuso-me a escrever palavras de modo diferente daquele que aprendi há + de 30 anos!!!
Tenho visto em alguns blogs brasileiros mtas referências a esse assunto. Aqui em teoria já foi aprovado, mas na ´prática... nem se fala nisso! Foi tudo decidido no segredo dos deuses.
Por exemplo a palavra acção, que vcs escrevem ação, aqui não faz sentido desta forma, pq o 1º c tem a finalidade de abrir o A, que pela v/ pronúncia já é naturalmente aberto, mas com a n/ não. Assim é difícil explicar, não sei se fui clara... mas há mtos casos em que nós usamos as consoantes mudas, mas que têm a finalidade de "abrir" a vogal anterior. E depois há aquele caso anedótico do fato/facto. Aqui um fato é casaco e calça/saia (aí é terno, não é?); já um facto é o vosso fato! Mas nós acabamos por nos entender, não é? Para quê mudar a nossa forma de escrever? Eu recuso-me!!
Bjs

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