A outra face de Josy: Arte Tumular

Olá gente! Estava aqui distraída, passeando pela internet. Não sei se já comentei com vocês mas sou uma apaixonada por Arte Tumular. Existem alguns blogs sobre o assunto (alguns desatualizados - será que os donos passaram para o lado de lá? -, outros nem tanto como o de uma certa Marta, que parece rodar o mundo atrás das tumbas).

Sim, adoro passear pelos cemitérios à caça de obras de arte a céu aberto - monumentos de grande valor histórico em forma de esculturas ou lápides). Mas sou daquelas tradicionais que quando voltam de um passeio desses toma um banho minucioso, coloca as roupas para lavar separadamente (como mamãe ensinou). Questão sanitária mesmo. Ai gente, por que toquei nesse assunto? (Tem gente que se assusta, que tem nojo... mas eu só mexo com comida com as mãos higienizadas, viu?).

Não sou mórbida. Eu amo a vida e talvez por isso alguns tabus (como a morte e seus rituais) mexam tanto comigo... Não sei se algum de vocês, amantes da vida, também se interessariam em ver um site chamado Find a Grave, que mostra túmulos de gente famosa (ou não, já que dá pra buscar falecidos ao redor do mundo - até o Cazuza eu achei, com foto e tudo!). Era isso que eu estava vendo até agora. Se de repente você já teve vontade de visitar cemitérios ao redor do mundo e ainda não teve chance, taí uma forma de fazê-lo virtualmente.
Bom, de qualquer forma, estou a caminho do banho para poder voltar a postar alguma coisa sobre... comida!
Beijos!

Nota da Josy: Essa foto mostra um beijo caliente entre duas estátuas no famoso cemitério francês de Pére-Lachaise (em Paris). Aqui em SP, no cemitério São Paulo (na Rua Cardeal Arcoverde) temos uma versão tupiniquim, tão bonita quanto. A escultura paulistana se chama O Ultimo Adeus, obra de Alfredo Oliani. Ali é o túmulo de Antônio Cantarella, falecido nas antevésperas do Natal de 1942, com 65 anos de idade, e de sua esposa, Maria Cantarella, dez anos mais moça. Ela faleceria muitos anos depois do marido, em 1982.
O sentido da obra de Oliani é uma comovente expressão do sentindo do amor na vida dos dois. Um homem atlético, nu, reclina-se apaixonadamente sobre o corpo de uma mulher jovem e bela para beijá-la. Ela está morta. A esposa, sobrevivente do casal, pede ao artista uma escultura que celebre abertamente o sentimento profundo de sua união com o marido, reconhecido-o ainda vivo em sua vida, depois dele morto, e ela própria morta sem a companhia dele.
O que sei é que essa escultura causou o maior reboliço na antiga São Paulo da década de 40. Gente defensora da "moral" chegou a promover um abaixo-assinado pedindo a retirada daquela escultura "infame" enquanto outros pediam pela manutenção daquele "manifesto ao amor". O fato é que a escultura (nessa última foto) permanece lá, onde o casal repousa lado a lado. Passe por lá e confira. É linda!

2 comentários:

Rosa Maria Martins Moraes disse...

Olá...adorei o post. Minha mãe também é fã desse tipo de arte! bjos!

Tais disse...

Linda a foto e a arte também!

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