Arrisque-se!

"Era de manhã ainda quando ele lhe mandou uma mensagem dizendo que chegaria mais cedo em casa ("Chegarei mais cedo em casa, acabei de ser demitido. Beijos, te amo". Foi assim mesmo, rápido, direto, sem rodeios).
Ela não se assustou afinal, já era previsível. Ele não andava contente com a falta de reconhecimento, o baixo salário... Semanas atrás já havia lhe perguntado se seria amado mesmo se na Carteira de Trabalho houvesse o carimbo de sua demissão.
"Que pergunta idiota! Eu não me casei com seu chefe, eu me casei com você!", foi sua resposta.
Para quem acabou de ser demitido, até que ele estava bem contente. E ela sabia o porquê. Agora, ele voltaria a se dedicar exclusivamente à sua empresa (que andava em segundo plano). Agora teria tempo para atender sua clientela e buscar novos clientes; voltaria a ser seu próprio chefe - faria algum sentido empregar seu talento em algo que lhe desse algum retorno. Poderia controlar melhor o tempo para eles (e quem sabe, ela também pudesse dar uma força, ajudá-lo a investir no sonho dos dois...)"

Muita gente deve ter lido esse pequeno relato acima e pensado: "Tá, mas e as contas?". Em cerca de 3 semanas, acho que esse é meu 2º post sobre esse tema (trabalhar e casa, apostar em si mesmo). Não, eu não sou uma daquelas golpistas que oferecem 3.000 reais por mês para quem trabalhar em casa com mala-direta (desde quando escrever em envelope dá dinheiro? Talvez só funcionasse com as filhas do Sílvio Santos: "Paiê, pode me dar um vale da minha mesada?").

Muitas amigas conversam comigo sobre talento sufocado, não-reconhecimento, e ao mesmo tempo sobre a necessidade de um trabalho para bancar as contas de casa. Ontem mesmo, eu estava conversando com uma amiga que está em licença-maternidade, curtindo sua primeira filha e de coração partido com o retorno ao trabalho. Nessas horas, a razão e a emoção batem de frente e milhares de dúvidas vêm à cabeça.

E numa hora dessas eu começo a pensar nos nossos chefes que tiveram a ousadia de acreditar em seu talento para ganhar dinheiro, em sua ousadia de se recusarem a ter um chefe para enfim, serem o chefe. Eu penso se é mesmo real aquela história do tiozinho que o Globo Repórter mostra, que começou um negócio próprio com 200 reais.

Eu penso no medo das contas batendo de frente com o medo de tentar, de se arriscar a ser feliz.

Para quem está passando por esse dilema, nesse exato momento, dedico essa postagem e ofereço meu abraço.

2 comentários:

Fabiana Lima disse...

Josy, eu acredito nessas pessoas q comecaram um negocio com 200 reais ou vendendo bolo. Mas para ser seu proprio chefe vc tem q ser um adm nato ou ter quem te oriente. Eu tentei ser independente, tive minha escola de confeitagem, mas por falta d orientacao, tomei decisoes erradas, tomei gdes calotes, fechei e ate hoje pago o ref. Das dividas com o trabalho assalariado que tenho hoje. A independencia tem um gosto maravilhoso, mas deve ser trilhada com passos cautelosos e seguros.

Marcel Dias Pitelli disse...

Oi Josy! Já nos falamos pelo orkut, não se se vc lembra.
Eu queria saber mais sobre escrever a respeito de comida.
Agora tenho meu blog e continuo visitando o seu.
Acho seu estilo irreverente e, principalmente, sincero. Vc tem bastante personalidade e não mede papas na língua.
Quem dera meu blog não fosse apenas de receitas, mas de altas tiradas como o seu...rs

Whatever, se arrumar um tempinho, passa lpa no palatável, adiciona no hall de blogs amiguinhos do mundo gastro! eheheh!

www.palatavel.blogspot.com

Bjos aos montes!

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