Você tem medo do quê? Do não que aquele gato pode lhe dizer? Do não do seu chefe, que acha que você não tem o perfil adequado para aquela função? Você tem medo de errar aquela receita cuja intenção é surpreender seus convidados no fim de semana? Medo... quem não tem?
Conheço tanta gente com potencial, criatividade e espírito inovador para montar seu próprio negócio (ainda que o orçamento seja apertado...), mas que tem medo. Medo de "se jogar", medo de ser ousado!
Eu tinha medo de falar com as pessoas, de olhá-las nos olhos. Me achavam anti-social por isso (e eu me achava tímida, retraída...). Quando eu não olhava nos olhos dos outros pensava que sentiria medo do que poderiam pensar a meu respeito. Mas o tempo foi passando e eu finalmente percebi que tinha medo mesmo era de ver nos olhos dos outros o medo que eles poderiam sentir (afinal, já me bastavam os meus próprios medos!).
Sem as pretensões dos livros de auto-ajuda, convido vocês a me darem as mãos e deixar de lado o medo de viver. Esse sim, é o pior de todos!
Consultório de Josy - Medos...
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009 | Postado por Josy Marmello às 12:58 2 comentários
São Paulo: A cidade das surpresas

Olá meus queridos!
Andei sumida, eu sei. Quero pedir desculpas. Depois que voltei de viagem, passei pelo ritual preguiçoso de desfazer malas (e não eram poucas!). Ao chegar em São Paulo, precisei dar uma geral nos meus computadores que me pareciam meio "Lentiuns". Pois foi aí que a história começou.
Eu e um querido amigo (também meu técnico de informática nas horas vagas) fomos até a Santa Efigênia (se você não é de SP, é o oásis de quem procura componentes eletrônicos).
Horas e horas de peregrinação à procura de mais memória (para os computadores!), processadores novos, placas aceleradoras de vídeo, etc, etc, etc sob um sol fortíssimo nos deixou com fome, óbvio. Mesmo assim (com fome), fomos até a Av. São João. Próxima parada: os sebos de frente à Galeria Olido (que aliás, está restaurada, um loosho!). Voltamos carregados de VHSs, diversos títulos na baciada a 0,99 a unidade (dentre os que comprei, "Quatro Casamentos e Um Funeral" - com Hugh Grant e Andie McDowell -, "Desafio no Bronx" - com Robert DeNiro e "Vem Dançar Comigo" - com um rapaz australiano horroroso chamado Paul Mercúrio. Não confundir com "Dança Comigo" que tem Richard Gere e a sofrível aspirante a atriz Jennifer Lopez).
Depois das compras nos sebo, olhamos ao redor e nada além de muita sujeira nos esperava nos botequins do centro. A Salmonella à solta! Pensamos no Bar Brahma (na esquina da Av. Ipiranga com a Av. São João), mas naquele momento nada acontecia no meu coração, como nos versos de Caetano Veloso. A fome aumentava e arriscamos alguns passos rumo à região das primeiras compras (Santa Efigênia).
Entramos na Rua Conselheiro Nébias. Comércio fechando, travecos siliconados (com rostos masculinos) e "nóias" (drogados viciados em crack) apareciam no horizonte. Foi quando na esquina dessa rua com a Rua Aurora, avistamos o que parecia ser uma padaria. Confesso que com a fome que eu estava, até um Sonho de Valsa me saciaria (mentira!).
Lugar sem placa de identificação (conseqüência da Lei Cidade Limpa, do prefeito Gilberto Kassab), descobri que se tratava de uma certa Casa Aurora, conforme inscrição nos aventais dos funcionários (não sei se é do mesmo grupo da enoteca homônima do Itaim Bibi, hein?). De um lado do salão, um empório (para atender a demanda de alguns poucos velhinhos que sobreviveram ao crescimento da metrópole e continuaram morando em Campos Elíseos - que no início do século XX era a versão brasileira de Champs Elisées), de outro, mesas. Contei 5 ocupadas. Ao fundo, num anexo, um forno de pizza em forma de iglu. Pizzas saindo, uma atrás da outra.
Sentei-me diante do balcão imaginando que encontraria o típico: coxinha, misto quente... que nada! Na estufa repousavam algumas pizzas, vendidas por pedaço. Mas nem dava tempo de repousarem, já que desapareciam de repente.
Pedi um pedaço de Margherita. E foi então que entendi porque as pizzas eram feitas uma atrás da outra, e porque os pedaços eram vendidos tão rápido. Que de-lí-cia! Só de lembrar, sinto água na boca. Vi pizzas de Escarola, Palmito, Atum, Aliche, etc, etc, etc... Eu e meu amigo nerd nos saciamos com 2 pedaços e uma lata de Coca-Cola cada um e a conta total não passou dos R$ 19,00.
Se você está pensando em ir até lá para tirar a prova dos nove, escolha uma companhia, vá vestida como se fosse até a padaria da sua rua, sem bolsa e acompanhada. Por volta das 18h no horário de verão o dia ainda está claro e o movimento é menor. Ao sair de lá, se tiver amos à vida, não siga em direção à Estação da Luz à Estação Julio Prestes (onde tem a lindíssima Sala São Paulo), pois lá é a região conhecida como Cracolândia (o nome diz tudo). Volte para a região da Av. Ipiranga, rumo à estação do metrô, já que mulher dirigindo sozinha nessa região é uma isca e tanto para os mal-intencionados!
Bom apetite!
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009 | Postado por Josy Marmello às 21:45 3 comentários
Unanimidade - parte 2
Pessoal, o que posso dizer sobre este rapaz? Talvez algo na linha do que disse a respeito de Nigella. Enquanto ela posa de "dona-de-casa"-safada-e-bem-maquiada (com direito a salto agulha e cinta-liga por debaixo do vestido decotado), Jamie Oliver me lembra River Phoenix em "Garotos de Programa" (filme de Gus Van Sant, onde ele estrelava ao lado de Keanu Reeves).
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009 | Postado por Josy Marmello às 20:30 4 comentários
Unanimidades...
Costumo desconfiar das unanimidades... De repente todo mundo começa a citar um livro, um autor, um restaurante, um ator, uma atriz, um apresentador, um âncora de telejornal, etc, etc, etc.
Lembro da chegada do Burger King ao Brasil. Pensei: "O que tem demais?". Eu já tinha provado o lanche - típica Coca-Cola aguada e sem gás comum à maioria das redes de fast food, típico gosto de "isso aqui é só pra tapear a fome enquanto a comida de casa não está ao meu alcance" - e sinceramente não conseguia entender as filas gigantescas de consumidores afoitos à procura de novidade.
Com os "chefs", ah, isso é um capítulo à parte. Atola está aí pra dizer (pra quem não sabe, ele é o "Soberano" que se recusava a calçar as sandálias da humildade, digo, os sapatinhos descartáveis exigidos para acesso num laboratório de Gastronomia de uma conhecida instituição de ensino - e olha que chefs tão gabaritados quanto ele o faziam sem problemas).
E o que sinto mais repulsa é quando um "chef" burla todo o bom-senso possível e, em nome da pose, peca na higiene. Tem muitos que vão para suas cozinhas usando aliança, brincos ou simplesmente, nada que prenda o cabelo ou cubra a cabeça. E se você vai ao restaurante desse cara e encontra uma "surpresa", o máximo que farão se resumirá a um pedido de desculpas pelo cabelo do "estagiário", isenção da conta e um vale-desconto para um possível retorno seu. Que no-jo!
Essa é de bastidores: A assistente braço-direito de uma renomada chef (cujo sobrenome é igual a um Estado brasileiro) é além de arrogante, uma... me perdoem... uma porca, que desfila pela cozinha com relógio de pulso, anel, brincos, cabelo semi-preso-semi-solto e que chupa a ponta dos dedos enquanto mexe com a comida.
Agora, que dó eu sinto de quem paga a conta de um restaurante onde uma cidadã dessa apronta tudo isso.
Outra unanimidade, cujo rosto e biografia ainda me soam estranhos me fez lembrar dessa garota anteriormente citada. Nigella (eu pensava que fosse Nigéria ou Niagara Falls). Descobri que se trata de uma Ofélia gringa pós-moderna, que vende seus livros "`a rodo" (como diria meu sobrinho).
Uma mulher que estudou em Oxford, é toda curvilínea e faz caras e bocas diante das câmeras. Me soou com
o marketing, essa é a verdade. Não consigo imaginar uma mulher dessas com um avental sujo de molho de tomate, bobs no cabelo, roupa batendo na máquina, cachorro latindo, crianças brigando... todo o cenário das casas reais. Não consigo imaginar uma mulher dessas chegando perto do marido com os dedos fedendo a alho (ele sem jeito, com vergonha de dizer o motivo da cara feia dele).
Sinceramente, essa tal de Nigéria que me poupe! Fake demais pro meu gosto. Quem é que chama o maquiador antes de encarar o fogão? Imagina a cena: "Hey, Duda (Molinos)! Vem aqui retocar minha base antes de eu fritar batatas!" ou "Marco (Di Biaggi), corre aqui pra refazer esses meus cachos, preciso assar esse bolo!". Tsc, tsc, tsc. Sou mais a Ofélia, viu?
Fotos: Ao alto, Nigéria faz o estilão Mortícia, o Terror da Cozinha. Na 2ª foto, as donas-de-casa se acotovelam do lado de fora do carro por um autógrafo da British Ofélia 21st Century. E finalmente... Quem sabe você dê a sorte de encontrar um cabelo dela no meio do Miojo?
domingo, 11 de janeiro de 2009 | Postado por Josy Marmello às 21:20 10 comentários
Quem foi Marta Ballina?
Ontem postei uma foto linda de um bolo não menos lindo e provocante feito pelo Beto (não, não é o Beto Jamaica!). A Fabiana (boleira de mão cheia) acabou se inspirando e mostrando em seu blog que também tem talento e comentou sobre Marta Ballina.
Inacreditável! Na semana passada esse nome martelava na minha cabeça ruiva. Me lembrei dos intervalos comerciais do Cozinha Maravilhosa da Ofélia, dentre os quais, um merchandising bem tosquinho (no melhor estilo 1406 das meias-calça Vivarina) e longo que repetia: "Peça agora mesmo o seu vídeo 'Confeitando Bolos com Marta Ballina'".
Só me lembro que eram esculturas comestíveis ("Mãe, é de verdade?", perguntava a rechonchuda curiosa) que eu voltei a ver depois de anos (em alguns programas de tv e no hall da faculdade de Gastronomia - obra dos alunos da Confeitaria).
O nome Marta Ballina também martelava na minha cabeça fogosa durante as aulas de Confeitaria (que infelizmente detestei!) - "É muita lógica, muita Química, é diferente da Gastronomia", dizia a chef Demônio (como se Gastronomia fosse lúdica demais, zona demais - e é essa a real proposta, viu?). Isso me brochava, afinal, Josy Marmello é das Humanas, do prazer, das Artes, do sabor sem compromisso (a Química que se f***!).
Pois bem. Ontem a Fabiana me falou da tal Marta e hoje fui atrás de pelo menos uma foto dela. Achei.
Marta era "especialista em decoração de bolos artesanais", diz seu site. Começou a trabalhar quando era adolescente, na confeitaria de sua família. Era fera no marzipã, no caramelo e no chocolate (eita argentina arretada!).
Publicou
livros, vídeos didáticos (que povoaram minhas lembranças) e em 1994 foi convidada a participar do Cozinha Maravilhosa da Ofélia.
E coitadinha! Marta Ballina morreu aos 47 anos num acidente, em 24 de junho de 1997.
Mas ficou a mãe dela, Nelly Ballina (que tem quase 80 anos e aparece nessa foto menor) e a irmã, Liliana. Ambas dirigem o Instituto Marta Ballina, as Edições e a Empresa Ballina.
Nota (venenosa) de Josy: Teve um tempo em que a mídia dita especializada (em quê?) quis atribuir a esse tipo de bolo o rótulo de blasées, cafonas... tentou. Hoje em dia, tem um pessoal que se auto-rotula como cake designer (é mais chique?) e se orienta por técnicas difundidas pela Marta Ballina no programa da Ofélia. Prefiro chamar os talentosos de boleiros, de escultores... Essas denominações "mudérrnas" me soam como modismos. Será que peguei pesado agora?
P.S: Meninas e meninos da Confeitaria, me desculpem. Não tenho cacife pra falar sobre o tema, me julgo leiga no assunto. Escrevi baseada em memórias da infância, em instinto de amante do prazer de fazer, tomei as dores das velhas boleiras de bairro. Apenas isso.
P.S2: G-Zuzzzz! Esse bolo aí é da maison Ruby's Cakes da Australia. Eu digo maison porque esse bolo seria aut coture total se fosse uma roupa. Muito Viúva Porcina pro seu gosto? Eu achei meio soutien da Victoria's secrets. Mas quem é que tenta fazer um desses?
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009 | Postado por Josy Marmello às 23:26 6 comentários
A outra face de Josy: Arte Tumular
Olá gente! Estava aqui distraída, passeando pela internet. Não sei se já comentei com vocês mas sou uma apaixonada por Arte Tumular. Existem alguns blogs sobre o assunto (alguns desatualizados - será que os donos passaram para o lado de lá? -, outros nem tanto como o de uma certa Marta, que parece rodar o mundo atrás das tumbas).
Sim, adoro passear pelos cemitérios à caça de obras de arte a céu aberto - monumentos de grande valor histórico em forma de esculturas ou lápides). Mas sou daquelas tradicionais que quando voltam de um passeio desses toma um banho minucioso, coloca as roupas para lavar separadamente (como mamãe ensinou). Questão sanitária mesmo. Ai gente, por que toquei nesse assunto? (Tem gente que se assusta, que tem nojo... mas eu só mexo com comida com as mãos higienizadas, viu?).
Não sou mórbida. Eu amo a vida e talvez por isso alguns tabus (como a morte e seus rituais) mexam tanto comigo... Não sei se algum de vocês, amantes da vida, também se interessariam em ver um site chamado Find a Grave, que mostra túmulos de gente famosa (ou não, já que dá pra buscar falecidos ao redor do mundo - até o Cazuza eu achei, com foto e tudo!). Era isso que eu estava vendo até agora. Se de repente você já teve vontade de visitar cemitérios ao redor do mundo e ainda não teve chance, taí uma forma de fazê-lo virtualmente.
Bom, de qualquer forma, estou a caminho do banho para poder voltar a postar alguma coisa sobre... comida!
Beijos!
Nota da Josy: Essa foto mostra um beijo caliente entre duas estátuas no famoso cemitério francês de Pére-Lachaise (em Paris). Aqui em SP, no cemitério São Paulo (na Rua Cardeal Arcoverde) temos uma versão tupiniquim, tão bonita quanto. A escultura paulistana se chama O Ultimo Adeus, obra de Alfredo Oliani. Ali é o túmulo de Antônio Cantarella, falecido nas antevésperas do Natal de 1942, com 65 anos de idade, e de sua esposa, Maria Cantarella, dez anos mais moça. Ela faleceria muitos anos depois do marido, em 1982.
O sentido da obra de Oliani é uma comovente expressão do sentindo do amor na vida dos dois. Um homem atlético, nu, reclina-se apaixonadamente sobre o corpo de uma mulher jovem e bela para beijá-la. Ela está morta. A esposa, sobrevivente do casal, pede ao artista uma escultura que celebre abertamente o sentimento profundo de sua união com o marido, reconhecido-o ainda vivo em sua vida, depois dele morto, e ela própria morta sem a companhia dele. O que sei é que essa escultura causou
o maior reboliço na antiga São Paulo da década de 40. Gente defensora da "moral" chegou a promover um abaixo-assinado pedindo a retirada daquela escultura "infame" enquanto outros pediam pela manutenção daquele "manifesto ao amor". O fato é que a escultura (nessa última foto) permanece lá, onde o casal repousa lado a lado. Passe por lá e confira. É linda!
Postado por Josy Marmello às 22:35 2 comentários
Visitei, babei... pirei! Bolos do Beto
Gente, se tem uma coisa que mexe com meus brios de moça que discute com a balança, essa coisa se chama co-mi-da! E no quesito "tentação", os bolos me tiram do sério.
Através das amigas blogueiras, descobri um blog que saiu da classificação Blog e passou para a classificação Provocação.
O culpado se chama Beto, um pisciano de Campinas (SP), que faz esculturas comestíveis como esta aqui:Agora, me responda com sinceridade: olhando um bolo desses (que ainda não sei do que é), você ainda consegue pensar em regime de segunda-feira?
Duvido que depois de conferir a galeria de delícias, você não vai querer cair de boca...
domingo, 4 de janeiro de 2009 | Postado por Josy Marmello às 15:05 5 comentários
Tá a fim de pecar?
Ontem à noite me baixou uma inspiração danada pra fazer um bolo teenager. Já faz algum tempo (muito tempo...) que eu deixei de ter aquele paladar infanto-juvenil, chegado às coisas doces. E fazia uns dois dias que eu sonhava loucamente com a combinação côco-chocolate.
O Bolo Prestígio me veio à cabeça mas foi impossível não associá-lo a um gosto enjoativo, melado, doce tão doce que fica quase salgado.
Querem saber? Fui ao front, ops, à cozinha e mandei ver. Dimunuí o açúcar, contornei o leite condensado (usando um pouquinho de creme de leite para dar também aquele efeito veloutée - ou, aveludado, como queiram). Tudo pra fugir desse segundo parágrafo.
A receita está aqui, para o Ctrl+C, Ctrl+V - a quem possa interessar. E o resultado? Nem te conto... o doce no ponto, sem aquela cara de "ai que enjoativo...". Fala sério, só de olhar a boca já salivava.
Bolo Prestígio (clássico da adolescência rechonchuda de Josy Marmello)
Ingredientes
1) Massa
4 ovos (separe as claras para batê-las em neve)
1 xícara (chá) de açúcar
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 ½ xícara (chá) de leite
6 colheres (sopa) de margarina
6 colheres (sopa) de chocolate em pó ("dos Padres", Nestlé!)
1 colher (sopa) de fermento em pó
2) Recheio
1 pacote de côco ralado (100g)*
½ lata de creme de leite (sem soro)
½ lata de leite condensado
3) Cobertura
50 gramas de margarina (mais ou menos 2 colheres de sopa, cheias!)
8 (pra ficar bem escurinha!) colheres (sopa) de chocolate em pó ("dos Padres", Nestlé!)
½ lata de creme de leite (sem soro)
1 lata de leite condensado
Massa - Bata as gemas com o açúcar (fazendo um creme). À parte, derreta a margarina no leite e adicione ao creminho batido no início. Acrescente a farinha, depois o chocolate em pó, batendo bem até deixar a massa homogênea, lisinha. Adicione as claras em neve e por último o fermento. Forno pré-aquecido por + ou - 10 minutos em temperatura média, depois de 35 minutos é só espetar o palito no centro (se sair limpo, já sabe, hora de tirar).
Recheio – Misture bem o leite condensado e o creme de leite antes de irem ao fogo. Acrescente o côco ralado e leve ao fogo brando até engrossar (não muito, prefira o ponto de "mingau").
* Usei o Sweet Floco da marca SóCôco, pois o côco é fresco e levemente adoçado (ou seja, um docinho mais suave...)
Cobertura – Primeiro faça uma caldinha com a margarina e o chocolate em pó. Parte dessa calda você despeja sobre o creme de leite (a chamada "temperagem", para não "desandar" quando for ao fogo). Feito o processo, misture o creme de leite à caldinha e adicione o leite condensado. Nunca faça grosso demais, senão o acabamento fica feio. Nem mole demais senão vira calda invés de cobertura (e a proposta não é essa).
Dica da Josy: Para a cobertura, usei chocolate em pó porque comi toda a barra de chocolate meio-amargo que eu tinha (coisa típica de gordinha gulosa depois do almoço). Se na sua casa tiver, então pique-a e derreta em banho-maria, com creme de leite - o famoso ganash. O pecado da gula se manifestará de igual maneira, viu?
Postado por Josy Marmello às 14:05 5 comentários
Estrela da Semana - Shirley da Silva
Atendendo a um pedido de uma das mais novas visitantes (Monica Loureiro), mais um vídeo da década de 80.
Pessoal, essa mocinha é uma comédia. Até o Sílvio Santos se rendeu aos encantos de... Shirley da Silva! Namorada de Catarino, um pouquinho atrapalhada, mas muito descontraída, Shirley conquistou inclusive os jurados mais austeros do Show de Calouros.
Na continuação, chamo a atenção para a piscadela da moçoila para o Homem do Baú. Charme total!
Postado por Josy Marmello às 11:16 0 comentários
Reforma Ortogr(á)fica? Soy contra!
Jente, ce é pra açassinar o Portu-gays, vamo lá. Querem acabar com os assentos, modificar a escrita. Socorro, já to me axando uma burra, quase me matriculando na preescola pra re-haprender.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009 | Postado por Josy Marmello às 22:53 2 comentários
Simplesmente... Um luxo!
No post abaixo tem uma foto dessa "gracinha" (o secador de cabelo que todo cabeleireiro "mudérrno" gostaria de ter), mas se você não viu... ta aqui, ó:
O quê? Nunca viu essa coisa na sua vida? Pensei até nisso e até coloquei o comercial (que é o máximo) pra você. São 6 motivos para comprar o seu! Corra até o Mappin, Sears, Sandiz ou Mesbla!
Plagiando o chato, cafona e falecido Athaíde Patreze - "Simplesmente... Um lu-xo!"
Postado por Josy Marmello às 14:59 6 comentários
A pergunta que não quer calar...
Se fosse feita uma varredura na sua casa, mais especificamente no porão, seriam encontradas muitas velharias?
Hoje em dia, a onda retrô (ou vintage, para os "antenados") invadiu as casas, dominou cômodos (se espalhou pela sala de estar em forma de objetos de decoração - que quando são muito "blasées" [será que alguém ainda usa esse termo?] são chamados de "kitsch" pelo mesmo povo ligado em "tendências" -, fincou-se na cozinha com o ar saudosista presente no design dos uten
sílios e eletrodomésticos...).
Na casa de amigos (e até na minha) a batedeira e o liquidificador Kitchen Aid (vermelhos!) dão aquele ar de "saudade da cozinha da minha avó", posters de filmes antigos pela casa parecem indicar a presença de um senhorzinho cinéfilo no recinto, o aparelho de som (com design antigo - e parcelado em 2x no cartão de crédito na Fnac em 2006) que toca discos de vinil ( e que pode ser conectado ao computador) denuncia que a dona da casa flerta com o passado mas vive a tecnologia do pr
esente.
Bom, vou contar através de fotografias algumas coisinhas bizarras que minha mãe ainda tem na casa dela. Será que a sua (ou você) também tem?
Legenda das velharias (a partir da primeira foto, lá no alto):
1) O Walita Strip. Um troço que as donas-de-casa preguiçosas usavam para descascar legumes ou frutas. "Era um 'frisson' isso aqui", conta minha mãe.
2) O bendito toca-discos que eu precisei parcelar mas que é super útil para rodar meus bolachões. Fala se não é uma graça?
3) Acima, essa "coisinha pequenina" é a Fritanella Walita, que a mulherada comprava para fazer a batata frita das crianças (sei..).
4) A moçoila simpática posa ao lado das clássicas Tupperware, que eram vendidas às nossas mães através de reuniões tipo "chá-de-panela" ( já que não ainda existia a Loja do 1 Real com suas "marmitinhas" fuleiras de 1,99).
E tem mais sessão arqueológica! No que diz respeito à beleza feminina, dois estrondosos sucessos de público:
5) A touca térmica para o famoso "banho de creme" com "coquetel de frutas"(com cheiro de chiclete), um ritual das manhãs de sábado.
6) O secador "ultra-moderno" dos anos 60 que sua mãe guardou por décadas. Prestem atenção ao capacete que vinha junto (ideal para as "cabeça-de-bobs"). Que hor-ror! O da minha mãe é rosa (sim, ela ainda tem isso e funciona!).
7) E na hora de sair com aquele "broto" gatérrimo, adivinha com o que sua mãe passava aquele vestido engomado de bolinhas? Sim, com ferro, tolinha. Mas era com ese ferro da Black&Decker! Esse sim, garantia um tchauzinho firme no futuro, sem pelancas debaixo dos braços!
Atire o primeiro pingüim de geladeira quem nunca viu pelo menos uma dessas "belezuras" diante de seus olhos!
Como eu sempre digo... Recordar é viver (ainda que a recordação não seja lá tão bela...).
Nota da Josy: Achei um vídeo incrível que demonstra a utilização desse secador de cabelos (acima). Um ar-ra-so!
Postado por Josy Marmello às 13:19 3 comentários
"Cruzamentos" esdrúxulos
Hoje acordei num daqueles dias em que a cabeça não funciona bem para escrever sobre coisas sérias (coisas como receitas culinárias). Talvez a sintonia entre meus neurônios e o andar de cima esteja prejudicada (Ofélia, Ofélia, manifeste-se querida!), de modo que me falta inspiração.
Estou sem vontade de olhar para as panelas. Preguiça, vontade de ficar na cama vendo um dvd.
Enfim... já que aqui entrei, aqui postarei!
Numa das minhas incontáveis madrugadas de insônia pus-me a lembrar do passado e eis que de repente me vem à cabeça a imagem de ninguém menos que Walter Mercado, filho de dona Hebe Camargo com Cauby Peixoto.
Gente, por que diabos alguém em sã consciência se lembraria de uma coisa feia dessas? Uma traveca feia de cara esticada... e olha que eu nem telefonava pra ela, ops ele, sei lá...
De qualquer forma, a foto desse hemafrodita da Terceira Idade está aí para que a molecadinha saiba de quem estou falando.

À esquerda, a mãe. À direita, o pai (ou será a mãe? Ai que mundo confuso, meu Deus!)
Postado por Josy Marmello às 13:03 2 comentários



